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PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL NO ALGARVE: MITOS, LENDAS E TRADIÇÕES turma T1

Apresentação

O tema do património cultural imaterial, que nos últimos anos tem assumido especial destaque nos meios da investigação e também da classificação de várias manifestações, ganhando espaço próprio na legislação do património, da cultura e da museologia, está presente um pouco por todo o lado, e a região algarvia não é exceção, desde logo pela sua diversidade de território, paisagens, economia, comunidades e mentalidades. Todo o património implica uma ação, uma gestualidade, um ritual ou uma prática, que se mantém ao longo dos tempos, e gera interesse e estudo, em aspetos que podem estar ligados à arquitetura, aos ofícios tradicionais, à pesca, à agricultura, às festas religiosas ou mundanas, aos contos, às feiras ou aos jogos. Uns perduraram, outros sofreram alterações, alguns não resistiram. Disso trataram alguns autores algarvios entre os séculos XIX e o XX, fazendo um levantamento, umas vezes mais romanceado, outras vezes mais credenciado. Cabe ao museu, como entidade que estuda, conserva e divulga o património imaterial da sua região, em programas de mediação ou no trabalho de inventário, protagonizados essencialmente pelo Museu Regional do Algarve, sensibilizar para outras tipologias do património, igualmente definidoras da identidade, e facultar as necessárias ferramentas para uma salvaguarda credível e bem informada, que possa ser transmitida às novas gerações.

Destinatários

Professores do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário

Releva

Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário. Para efeitos de aplicação do artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação não releva para efeitos de progressão em carreira.

Objetivos

- Familiarizar com o tema do património cultural imaterial, nas suas diferentes dimensões, significados e nos impactos culturais e sociais dos territórios e das comunidades. - Suscitar a importância da salvaguarda das manifestações culturais imateriais do território algarvio, tendo em conta os potenciais riscos da sua extinção ou da sua deturpação. - Definir metodologias de trabalho para inventário do património cultural imaterial, usando as novas tecnologias. - Conceber o património cultural imaterial como um tema transversal a várias disciplinas de ensino.

Conteúdos

1 – Noções básicas do PCI. 2 – Ataíde de Oliveira e os contos. 3 – Arquitetura popular 4 – Festas religiosas 5 – Doçaria 6 – Mezinhas 7 – Museologia Popular. Estado Novo e os museus provinciais ou a cultura popular e turismo 8 – Música tradicional algarvia 9 – Traje algarvio (Museu São Brás) 10 – Apresentação dos trabalhos dos formandos

Metodologias

Na sua maioria, a acção basear-se-á num conjunto de sessões que explora, através da apresentação de conteúdos, o resultado de um trabalho de investigação e de estudo, numa componente mais teórica, fazendo ligações com diferentes perspetivas do património imaterial, que tanto vai a aspetos como a memória oral, arquitetura, gastronomia, música ou festas tradicionais. Será intenção, sempre que o tema a isso proporcione, desenvolver momentos de interação prática e de pequenas oficinas ou trabalhos de grupo, que promova algum espaço de debate e discussão de ideias. No fim da ação, como rescaldo e ponto de situação das sessões e do entendimento do PCI, os participantes, em grupo ou individualmente, devem apresentar numa das sessões, um trabalho que possa refletir os seus conhecimentos e aprendizagens.

Avaliação

Para além do cumprimento das determinações legais, a avaliação dos formandos será formalizada numa escala de 1 a 10 valores de acordo com as cartas circulares 3/2007 e 1/2008 do CCPFC. A avaliação dos formandos centra-se em duas dimensões. A primeira relaciona-se com o percurso e o trabalho dos formandos ao longo do curso de formação, sendo considerado o nível de participação nas sessões e a realização das atividades propostas. A segunda pressupõe a elaboração de um trabalho individual em que os formandos, partindo das reflexões, perspetivas inerentes à execução das atividades práticas desenvolvidas nas sessões. o regime de avaliação dos formandos segue as orientações e critérios do CFAE que preveem 40 % para a participação e 60 % para o trabalho produzido. A aprovação no curso dependerá da obtenção de classificação igual ou superior a 5 valores e da frequência mínima de 2/3 do total de horas conjuntas da ação.

Bibliografia

SOUSA, Filomena, Património Cultural Imaterial – Memoriamedia e-Museu: métodos, técnicas e práticas, Alenquer, Memória Imaterial CRL, 2015.CIIP, O que comiam os nossos avós? A alimentação no sotavento algarvio, Vila Real de Santo António, Câmara Municipal, 2013.PEREIRA, Selma, A tecelagem tradicional do Algarve: a última tecedeira da serra de Monchique, UALG, tese de mestrado, 2012.BRANDÃO, Veralisa, Património Cultural Maritimo: vila de Ameijoas, in Embarco, Olhão, Câmara Municipal, 2015.PRISTA, Pedro; COSTA, Miguel, Platibandas do Algarve, Argumentum, 2020.

Observações

1 – Noções básicas do PCI. (Cristina Fé Santos) - 22 de abril 2 – Ataide de Oliveira e os contos. (Paulo Serra) - 29 de abril 3 – Arquitetura popular (Vitor Ribeiro ou Miguel Costa) - 6 de maio 4 – Festas religiosas (Cónego Carlos Aquino) - 13 de maio 5 – Metodologias de trabalho PCI para escolas (Catarina Oliveira) - 20 de maio 6 – Mezinhas (Fernanda Zacarias) - 27 de maio 7 – Museologia Popular. Estado Novo e os museus provinciais ou a cultura popular e turismo (Pedro Prista) - 3 de junho 8 – Música tradicional algarvia (Nelson Conceição) - 17 de junho 9 – Traje algarvio (Museu são brás) Vânia - 24 de junho 10 – Apresentação dos trabalhos dos formandos - 1 de julho

Formador

Marco António Gonçalves Lopes

Início: 22-04-2026
Fim: 01-07-2026
Acreditação: CCPFC/ACC-137447/25
Modalidade: Curso
Pessoal: Docente
Regime: Presencial
Duração: 25 h
Local: Museu Regional - entrer as 17.30 e as 20.00

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